março 25, 2003

O melhor
Considero O Pianista um dos melhores filmes dos últimos tempos. Tudo bem, sou suspeita. Sou judia, meu pai é músico e meu avô, um polonês que fugiu da guerra e viu toda sua família morrer na Europa. O filme, é claro, me tocou profundamente.

Mas, independentemente de tudo isso, acho O Pianista um grande filme. Há cenas antológicas, que não vou contar para não estragar a surpresa de quem ainda não viu. A miséria, o horror e a desumanização gerados por uma guerra poucas vezes foram mostradas com tanta sensibilidade.

“Fazer esse filme me deu a consciência da tristeza e da desumanização das pessoas em tempo de guerra. Espero que as pessoas que crêem em Deus ou em Alá cheguem a uma solução pacífica”, disse Adrien Brody, quando recebeu o Oscar de melhor ator pelo filme.

Brody, aliás, ganhou uma fã (como se isso fizesse diferença...). Ele é maravilhoso! Sua atuação no filme é perfeita, o Oscar foi mais do que merecido. Mas o melhor foi a performance de Adrien durante a premiação: o beijo na Halle Berry, a emoção sincera, a firmeza ao pedir que a orquestra parasse, o discurso emocionante. Ele é lindo!

O pior
Pobre de quem, como eu, assistiu à transmissão do Oscar no SBT. O comentarista Rubens Ewald Filho não dava uma dentro. Ele chegou a travar o seguinte diálogo com Marília Gabriela, quando anunciaram o nome de Brody como melhor ator:

- Como ele é feio!
- Mas ele é tão bom ator que chega a ficar bonito, respondeu Marília.
- Não! É impossível! Ele é muito feio!
Silêncio.


Deve ser inveja. Um homem que usa aquela barba ridícula não pode ser normal. Nem gente boa.

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