Sol
Chega deste frio cinzento de São Paulo. Quero sol!!!!
setembro 18, 2005
setembro 08, 2005
Baladinhas (ou A noite alternativa em São Paulo)
Sim. Existe vida noturna fora das Vilas Olímplia (arghhh!!) e Madalena, em São Paulo. Após um ano e meio de Sampa, finalmente conheci dois lugares muito bacanas para dançar e conhecer gente interessante.
O primeiro é o Saraievo, que fica na Auguta. É uma mistura de Bukowski (antigo) com Loud (antiga). Duas pistas, um ambiente com uns sofazinhos e, antes da meia-noite, umas mesinhas de plástico do lado de fora. E, o melhor, tem cerveja de garrafa com copinho americano!
O outro lugar é mais famosinho: a trash 80's (do centro, claro!). GLS, uma galera divertida e umas músicas muito, muito, muito trash! Versões de músicas americanas (como uma virgem, tocada pela primeira vez), música sertaneja, música brega, músicas da infância (Trem da Alegria, Xuxa, Mara, Balão Mágico...): tudo dos anos 80! É para ir de mente aberta, para rir bastante.
Por enquanto, esses são dos lugares que fui. Me diverti horrores!!! Conheci gente legal... Agora, é catar novos lugares, de preferência bem distantes das vilas.
Sim. Existe vida noturna fora das Vilas Olímplia (arghhh!!) e Madalena, em São Paulo. Após um ano e meio de Sampa, finalmente conheci dois lugares muito bacanas para dançar e conhecer gente interessante.
O primeiro é o Saraievo, que fica na Auguta. É uma mistura de Bukowski (antigo) com Loud (antiga). Duas pistas, um ambiente com uns sofazinhos e, antes da meia-noite, umas mesinhas de plástico do lado de fora. E, o melhor, tem cerveja de garrafa com copinho americano!
O outro lugar é mais famosinho: a trash 80's (do centro, claro!). GLS, uma galera divertida e umas músicas muito, muito, muito trash! Versões de músicas americanas (como uma virgem, tocada pela primeira vez), música sertaneja, música brega, músicas da infância (Trem da Alegria, Xuxa, Mara, Balão Mágico...): tudo dos anos 80! É para ir de mente aberta, para rir bastante.
Por enquanto, esses são dos lugares que fui. Me diverti horrores!!! Conheci gente legal... Agora, é catar novos lugares, de preferência bem distantes das vilas.
setembro 06, 2005
julho 30, 2005
De volta...*
Após alguns meses, deu vontade de escrever aqui novamente. Muitas mudanças, a começar pelo apartamento.
Estou morando em plena Avenida Paulista, a mais conhecida e, sem dúvida, a melhor avenida de São Paulo.
A Paulista é a cara do que há de melhor na cidade. É planejada, grande, prédios imponentes. Há muito espaço para lazer, cultura, passeios, sacanagens.
A avenida e as ruas próximas são repletas de botecos. Mas há também ótimos restaurantes: dos mais chiques aos mais chulés. Nesse sentido, me lembra muito Copacabana, talvez por isso tenha escolhido morar lá.
São 17 cinemas ao todo, desde os "cult", nas recém inauguradas salas do prédio da Gazeta, no Bristol e no Top Center, até o cinemão do Center 3.
Há livrarias, museus, centros culturais, teatros. Sem falar de programas menos cabeça, como passear no Trianon (por que não?) e pela feirinha de antiguidades do Masp aos domingos.
Com certeza, não mencionei nem metade das coisas que têm na Paulista.E preferi não falar de seus problemas. Não hoje, estou de muito bom humor para isso.
Ficam para a próxima também as mudanças da minha vida. A Paulista é mais interessante.
*Por quanto tempo?
Após alguns meses, deu vontade de escrever aqui novamente. Muitas mudanças, a começar pelo apartamento.
Estou morando em plena Avenida Paulista, a mais conhecida e, sem dúvida, a melhor avenida de São Paulo.
A Paulista é a cara do que há de melhor na cidade. É planejada, grande, prédios imponentes. Há muito espaço para lazer, cultura, passeios, sacanagens.
A avenida e as ruas próximas são repletas de botecos. Mas há também ótimos restaurantes: dos mais chiques aos mais chulés. Nesse sentido, me lembra muito Copacabana, talvez por isso tenha escolhido morar lá.
São 17 cinemas ao todo, desde os "cult", nas recém inauguradas salas do prédio da Gazeta, no Bristol e no Top Center, até o cinemão do Center 3.
Há livrarias, museus, centros culturais, teatros. Sem falar de programas menos cabeça, como passear no Trianon (por que não?) e pela feirinha de antiguidades do Masp aos domingos.
Com certeza, não mencionei nem metade das coisas que têm na Paulista.E preferi não falar de seus problemas. Não hoje, estou de muito bom humor para isso.
Ficam para a próxima também as mudanças da minha vida. A Paulista é mais interessante.
*Por quanto tempo?
março 08, 2005
Mulheres pela paz
Uma noite fria e agradavel em Jerusalem. Dia internacional das mulheres. Meu quinto dia na cidade, meu primeiro passeio sozinha. Decidi ir a Cinemateca, um dos pontos da cidade frequentado pelos que, no Brasil, seriam chamados de alternativos. Nao poderia ter feito escolha melhor.
Fui pega totalmente de surpresa por uma programacao voltada para o Dia. Assisti a um excelente documentario sobre mulheres que trabalham pela paz em quatro paises: Afeganistao, Burundi, Bosnia e Argentina. Mulheres que superam dificuldades para fazer o que consideram certo.
O nome do filme: Peace by Peace (mais informacoes no site http://peacexpeace.org). A diretora estava presente. Alem dela, seis mulheres que, de alguma forma, trabalham pela paz entre israelenses e palestinos formaram uma mesa de debates.
Foi interessante ouvir estas mulheres, na maioria de grupos de esquerda, em Israel. Duas delas eram palestinas. Tive a sensacao de que eh possivel fugir dos extremismos, nesta regiao de extremismos, e conviver bem com a diversidade que caracteriza o pais. Aquelas mulheres estavam ali com um objetivo comum, independentemente de suas origens, a paz.
Foi uma noite agradavel, apesar da chuva fria que peguei na saida.
(Foto pessima da palestra: http://nirab.fotos.uol.com.br/jerusalem1/photo.html?currentPage=9)
Uma noite fria e agradavel em Jerusalem. Dia internacional das mulheres. Meu quinto dia na cidade, meu primeiro passeio sozinha. Decidi ir a Cinemateca, um dos pontos da cidade frequentado pelos que, no Brasil, seriam chamados de alternativos. Nao poderia ter feito escolha melhor.
Fui pega totalmente de surpresa por uma programacao voltada para o Dia. Assisti a um excelente documentario sobre mulheres que trabalham pela paz em quatro paises: Afeganistao, Burundi, Bosnia e Argentina. Mulheres que superam dificuldades para fazer o que consideram certo.
O nome do filme: Peace by Peace (mais informacoes no site http://peacexpeace.org). A diretora estava presente. Alem dela, seis mulheres que, de alguma forma, trabalham pela paz entre israelenses e palestinos formaram uma mesa de debates.
Foi interessante ouvir estas mulheres, na maioria de grupos de esquerda, em Israel. Duas delas eram palestinas. Tive a sensacao de que eh possivel fugir dos extremismos, nesta regiao de extremismos, e conviver bem com a diversidade que caracteriza o pais. Aquelas mulheres estavam ali com um objetivo comum, independentemente de suas origens, a paz.
Foi uma noite agradavel, apesar da chuva fria que peguei na saida.
(Foto pessima da palestra: http://nirab.fotos.uol.com.br/jerusalem1/photo.html?currentPage=9)
fevereiro 12, 2005
Rumos
Até que ponto podemos escolher nossos caminhos? Quanto do que somos e temos é uma escolha nossa?
Eu sempre fui do tipo "deixa a vida me levar". Não fazia muitos planos e ia escolhendo as opções que a vida me proporcionava. Dificilmente, eu fazia estas "opções". Elas simplesmente apareciam. As escolhas nunca foram muito difíceis ou totalmente decisivas.
Vestibular? Tudo bem... Se não gostasse da faculdade, podia mudar. Como fiz.
Este ou aquele emprego? Escolhia um. se não desse certo, meu pai me dava uma força. Como deu.
Ir ou não para São Paulo? Uma mudança não faria nada mal. Se fizesse, a casa dos meus pais estaria a minha espera. Como está.
Embora não tenha precisado - estou em Sampa e, por enquanto, não penso em voltar - tenho um porto seguro.
Mas, e quando a escolha é definitiva? E quando não tem volta? O que fazer?
Até que ponto podemos escolher nossos caminhos? Quanto do que somos e temos é uma escolha nossa?
Eu sempre fui do tipo "deixa a vida me levar". Não fazia muitos planos e ia escolhendo as opções que a vida me proporcionava. Dificilmente, eu fazia estas "opções". Elas simplesmente apareciam. As escolhas nunca foram muito difíceis ou totalmente decisivas.
Vestibular? Tudo bem... Se não gostasse da faculdade, podia mudar. Como fiz.
Este ou aquele emprego? Escolhia um. se não desse certo, meu pai me dava uma força. Como deu.
Ir ou não para São Paulo? Uma mudança não faria nada mal. Se fizesse, a casa dos meus pais estaria a minha espera. Como está.
Embora não tenha precisado - estou em Sampa e, por enquanto, não penso em voltar - tenho um porto seguro.
Mas, e quando a escolha é definitiva? E quando não tem volta? O que fazer?
janeiro 29, 2005
Compras
Blusas, saias, sapatos, calças aos montes. Muito mais do que você pode imaginar caber no bolso de mulheres de classe média. Mas são poucas as que resistem a um shopping inteiro em liquidação.
Imagina aquele vestido que custava os olhos da cara até o mês passado e agora custa SÓ ISSO! Agora imagina vários sapatos, calças, saias, blusas na mesma situação. Não há como sair de sacolas vazias.
Confesso que até ontem não entendia muito bem isso. Nunca fui muito de fazer compras. Mas uma certa extravagância a que me permiti hoje fez com que compreendesse melhor as consumidoras compulsivas. O efeito das compras é quase embriagador. Dá até uma sensação de poder difícil de explicar.
É como se uma criança entrasse na Circus (uma imensa loja de brinquedos no Rio) e pudesse pegar todos os brinquedos que quisesse. Qual nunca sonhou com isso? Na fase adulta, um cartão de crédito e alguns malabarismos financeiros permitem realizar o sonho infantil.
Foi bom - e nem cheguei ao patamar de alguma amigas. Mas não pretendo repetir muitas vezes. Pode viciar. E os efeitos colaterais não são dos mais agradáveis, incluindo uma certa culpa (olha ela aí de novo).
Blusas, saias, sapatos, calças aos montes. Muito mais do que você pode imaginar caber no bolso de mulheres de classe média. Mas são poucas as que resistem a um shopping inteiro em liquidação.
Imagina aquele vestido que custava os olhos da cara até o mês passado e agora custa SÓ ISSO! Agora imagina vários sapatos, calças, saias, blusas na mesma situação. Não há como sair de sacolas vazias.
Confesso que até ontem não entendia muito bem isso. Nunca fui muito de fazer compras. Mas uma certa extravagância a que me permiti hoje fez com que compreendesse melhor as consumidoras compulsivas. O efeito das compras é quase embriagador. Dá até uma sensação de poder difícil de explicar.
É como se uma criança entrasse na Circus (uma imensa loja de brinquedos no Rio) e pudesse pegar todos os brinquedos que quisesse. Qual nunca sonhou com isso? Na fase adulta, um cartão de crédito e alguns malabarismos financeiros permitem realizar o sonho infantil.
Foi bom - e nem cheguei ao patamar de alguma amigas. Mas não pretendo repetir muitas vezes. Pode viciar. E os efeitos colaterais não são dos mais agradáveis, incluindo uma certa culpa (olha ela aí de novo).
janeiro 07, 2005
Dez anos depois...
Há quase dez anos não piso em Israel. Agora, em dois meses, estarei lá novamente. Na terra da minha mãe, dos meus avós. Não sei como vai ser. Acho que terei um novo olhar sobre o país. Mais político, talvez um pouco mais consciente e, certamente, mais observador das pessoas e da cultura. Sei que ainda é cedo, mas já estou curiosa e cheia de expectativas.
Há quase dez anos não piso em Israel. Agora, em dois meses, estarei lá novamente. Na terra da minha mãe, dos meus avós. Não sei como vai ser. Acho que terei um novo olhar sobre o país. Mais político, talvez um pouco mais consciente e, certamente, mais observador das pessoas e da cultura. Sei que ainda é cedo, mas já estou curiosa e cheia de expectativas.
dezembro 16, 2004
Cadê?
Sinto falta de escrever. Durante um ano, escrevi pelo menos um texto por dia. E agora passo semanas sem escrever nada. Foi um impacto tremendo. Perdi a agilidade que tinha e acho mesmo que metade da minha criatividade se foi. Vou tentar escrever mais por aqui, já que meu trabalho não me dá mais este prazer.
Trabalho
Gosto do que faço, mas sinto falta de escrever.
Sinto falta de escrever. Durante um ano, escrevi pelo menos um texto por dia. E agora passo semanas sem escrever nada. Foi um impacto tremendo. Perdi a agilidade que tinha e acho mesmo que metade da minha criatividade se foi. Vou tentar escrever mais por aqui, já que meu trabalho não me dá mais este prazer.
Trabalho
Gosto do que faço, mas sinto falta de escrever.
novembro 13, 2004
Para o Gabriel
Sem você
Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes
Sem você
Sem amor
É tudo sofrimento
Pois você
É o amor
Que eu sempre procurei em vão
Você é o que resiste
Ao desespero e à solidão
Nada existe
E o mundo é triste
Sem você
Meu amor, meu amor
Nunca te ausentes de mim
Para que eu viva em paz
Para que eu não sofra mais
Tanta mágoa assim
No mundo
Sem você
Sem você
Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes
Sem você
Sem amor
É tudo sofrimento
Pois você
É o amor
Que eu sempre procurei em vão
Você é o que resiste
Ao desespero e à solidão
Nada existe
E o mundo é triste
Sem você
Meu amor, meu amor
Nunca te ausentes de mim
Para que eu viva em paz
Para que eu não sofra mais
Tanta mágoa assim
No mundo
Sem você
outubro 24, 2004
Roda-viva
Chico Buarque
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo (etc.)
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo (etc.)
O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo (etc.)
Chico Buarque
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo (etc.)
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo (etc.)
O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo (etc.)
Roda Mundo (2)
No passado, costumava reclamar que a minha vida era muito paradona.
O ano de 2004 chegou para dar um basta nisso.
Mas não precisava exagerar.
A cada mês minha vida dá uma reviravolta diferente.
Para não dizer a cada dia.
Mas não tenho saudade da calmaria.
Só tenho saudade do meu amor.
No passado, costumava reclamar que a minha vida era muito paradona.
O ano de 2004 chegou para dar um basta nisso.
Mas não precisava exagerar.
A cada mês minha vida dá uma reviravolta diferente.
Para não dizer a cada dia.
Mas não tenho saudade da calmaria.
Só tenho saudade do meu amor.
setembro 01, 2004
agosto 17, 2004
Já pode chorar
Luar, espere um pouco
Que é pro meu samba poder chegar
Eu sei que o violão
Está fraco, está rouco
Mas a minha voz
Não cansou de chamar
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Ninguém quer sambar
Não há mais quem cante
Nem há lugar mais lugar
O sol chegou antes
Do samba chegar
Quem passa nem liga
Já vai trabalhar
E você, minha amiga
Já pode chorar
Luar, espere um pouco
Que é pro meu samba poder chegar
Eu sei que o violão
Está fraco, está rouco
Mas a minha voz
Não cansou de chamar
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Ninguém quer sambar
Não há mais quem cante
Nem há lugar mais lugar
O sol chegou antes
Do samba chegar
Quem passa nem liga
Já vai trabalhar
E você, minha amiga
Já pode chorar
julho 28, 2004
Lerê lerê
Retirantes
Dorival Caymmi
Vida de negro é dificil
É dificil como o quê
Vida de negro é dificil
É dificil como o quê
Eu quero morrer de noite, na tocaia a me matar
Eu quero morrer de açoite, se for negro a me deixar
Vida de negro é dificil
É dificil como o quê
Meu amor eu vou me embora, nessa terra vou morrer
Um dia não vou mais ver, nunca mais eu vou viver
Vida de negro é dificil
É dificil como o quê
Retirantes
Dorival Caymmi
Vida de negro é dificil
É dificil como o quê
Vida de negro é dificil
É dificil como o quê
Eu quero morrer de noite, na tocaia a me matar
Eu quero morrer de açoite, se for negro a me deixar
Vida de negro é dificil
É dificil como o quê
Meu amor eu vou me embora, nessa terra vou morrer
Um dia não vou mais ver, nunca mais eu vou viver
Vida de negro é dificil
É dificil como o quê
julho 18, 2004
julho 12, 2004
Paz
Estou lendo "O Novo Oriente Médio", livro que Shimon Peres escreveu em 1993, auge das negociações pela paz na região.
Hoje em dia, é impressionante ver o otimismo que ele tinha naquela época. Peres chegava a falar em um grupo semelhante à Comunidade Européia no Oriente Médio.
Israel mantinha então conversações avançadas com palestinos, sírios e jordanianos. Só foi firmado um acordo com os últimos, no fim das contas.
O livro, porém, é interessantíssimo. Peres prega que apenas a paz é capaz de levar segurança à região.
Os gastos militares no Oriente Médio são enormes. Por outro lado, os percentuais dos orçamentos destinados a educação e saúde são muito menores. Há países em que 80% da população é analfabeta.
A pobreza e a desesperança são caldos de cultura para o fanatismo. "Não há solução militar para ele", diz Peres.
Para o ex-ministro, somente desenvolvimento econômico e social é capaz de minimizar o fanatismo. E isso só ocorrerá em um ambiente pacífico, que permita trocas entre as nações do Oriente Médio e traga segurança para investidores externos.
O fanatismo é o maior perigo para a humanidade, alertava Peres há mais de 10 anos.
Imagine armas nucleares nas mãos de fanáticos religiosos, dispostos a tudo para conseguir suas 70 virgens no paraíso?
Estou lendo "O Novo Oriente Médio", livro que Shimon Peres escreveu em 1993, auge das negociações pela paz na região.
Hoje em dia, é impressionante ver o otimismo que ele tinha naquela época. Peres chegava a falar em um grupo semelhante à Comunidade Européia no Oriente Médio.
Israel mantinha então conversações avançadas com palestinos, sírios e jordanianos. Só foi firmado um acordo com os últimos, no fim das contas.
O livro, porém, é interessantíssimo. Peres prega que apenas a paz é capaz de levar segurança à região.
Os gastos militares no Oriente Médio são enormes. Por outro lado, os percentuais dos orçamentos destinados a educação e saúde são muito menores. Há países em que 80% da população é analfabeta.
A pobreza e a desesperança são caldos de cultura para o fanatismo. "Não há solução militar para ele", diz Peres.
Para o ex-ministro, somente desenvolvimento econômico e social é capaz de minimizar o fanatismo. E isso só ocorrerá em um ambiente pacífico, que permita trocas entre as nações do Oriente Médio e traga segurança para investidores externos.
O fanatismo é o maior perigo para a humanidade, alertava Peres há mais de 10 anos.
Imagine armas nucleares nas mãos de fanáticos religiosos, dispostos a tudo para conseguir suas 70 virgens no paraíso?
julho 05, 2004
Já que a vida quis assim
Adoro esta música.
Ela tem o otimismo de que preciso.
Eu não existo sem você
Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim
Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você
Adoro esta música.
Ela tem o otimismo de que preciso.
Eu não existo sem você
Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim
Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você
junho 23, 2004
Roda mundo
No fim do ano passado, escrevi neste blog que certamente 2004 seria um ano muito diferente do que passou. Pois bem, nunca imaginei o quanto eu poderia ser profética.
Não foram apenas a cidade e o ambiente de trabalho que mudaram. Minha vida, minhas perspectivas, meus sonhos não são mais os mesmos. Sou outra.
Desde que cheguei em São Paulo os acontecimentos me atropelam. Vivo um redemoinho. Não há certezas sobre nada. Só posso dizer que nestes quase cinco meses fui mais feliz. Mas, até quando?
No fim do ano passado, escrevi neste blog que certamente 2004 seria um ano muito diferente do que passou. Pois bem, nunca imaginei o quanto eu poderia ser profética.
Não foram apenas a cidade e o ambiente de trabalho que mudaram. Minha vida, minhas perspectivas, meus sonhos não são mais os mesmos. Sou outra.
Desde que cheguei em São Paulo os acontecimentos me atropelam. Vivo um redemoinho. Não há certezas sobre nada. Só posso dizer que nestes quase cinco meses fui mais feliz. Mas, até quando?
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